30 de ago. de 2010

Segunda-feira e as pessoas insuportáveis

Pra começar a semana, um texto de Nina Lemos – roubado descaradamente – do blog 02 Neurônio (link no fim do post).

Editei e tirei umas - mínimas - partes que não tinham a ver com o quê eu queria dizer. Meus comentários estão entre chaves.

Boa semana a todos!

E paciência.

Pequeno glossário de pessoas insuportáveis

O alegre demais

Pessoa sempre feliz e animada. (...) Eles interagem demais com as pessoas, muitas vezes para falar: “se anima!”. Pior é quando ele/ela encosta em você e tenta te fazer dançar no seu dia de mais mau humor. Definitivamente, não dá para ser alegre o tempo todo. E a vida não é uma aula de spinning. [Pra quem não sabe – eu não sabia – “spinning” são aulas de ciclismo indoor em academias, um celeiro de pessoas insuportavelmente alegres demais. Me pergunto o que será que pensa um alegre demais, na calada da noite de domingo para segunda, cheio de contas para vencer, problemas domésticos, sem perspectiva no emprego, etecéteras. Dorme feliz, e animada, ansiosa pelo novo dia que vai chegar? Não precisa responder, não.]

A “eu conheço tudo”

Entidade competitiva. Ela volta de uma viagem para algum lugar que você ama e resolve fazer uma competição sobre quer é mais descolado na cidade. “Como, você não foi ao bar hipster?” Ela conhece tudo antes. Se você conheceu um lugar novo na cidade, esqueça, ela já foi a esse lugar 15 vezes. (...)

[Isso vale não só para lugares. Esta criatura descobriu - frise-se:depois de todo mundo - uma música dos anos 70, um filme dos anos 80, um conceito que já virou clichê, já caiu em desuso e...para ela, isso é novidade. Para disfarçar sua jequice incurável, passa a vangloriar-se de que encontrou um viés oculto em algo que não é novidade alguma – e sai enchendo o saco de meio mundo com isso, claro. Não é vintage, Zezinho, é só uma velharia legal. Com relação a lugares: frequentemente, ela nem foi; ouviu falar - com semanas, meses de atraso -, e quer fazer com que todo mundo acredite que é sócio fundador, de carteirinha. Como se o fato de um lugar ser novo o tornasse inerentemente legal.]

A “eu trabalho muito”

Tipo que adora falar que trabalha, como se os outros não trabalhassem. Ele não pode sair no fim de semana porque trabalha, ele não pode namorar porque trabalha. Claro, essa pessoa acha que trabalhar muito é chique e por isso sai por aí contando que trabalha como se isso não fosse uma coisa normal, que todo mundo faz. Claro, o trabalho dele é mais importante que o dos outros seres humanos. E tudo piora se a pessoa chamar trabalho de job.

[Esse tipo é uma piada à parte. Frequentemente – conheço gente assim – são figuras que não fazem pourrrrrrrrrra nenhuma de útil e produtivo, têm consciência disso, e disfarçam porcamente sua inatividade diária com esse discurso de Estou ocupadíssimo! Aí, como estão ocupadas, não têm tempo de fazer tudo; como não têm tempo, jogam o trampo deles para você fazer, é claro. Pfff.]

A cor de rosa

O mundo é uma bolha de felicidade. E os problemas são bobagens, nada demais. Esse tipo de pessoa não acredita em inimizades e quer que todo mundo ame todo mundo, ou pelo menos conviva em “harmonia”. Como se fosse possível conviver bem com um rei do bullyng, por exemplo. É comum que alguém desse tipo evite acompanhar o noticiário. “Para não passar mal vendo a quantidade de coisa ruim que acontece por aí.”

[Vamos lá: Tenho vontade de bater em gente assim até o braço doer. Se até o Dalai Lama admite que se irrita, que acha difícil harmonia o tempo todo, porquê esse tipo acha que está acima do bem e do mal? Coisa de hippie tardio. Que saco. Seria o melhor dos mundos se todos pudessem se dar bem. Mas, na boa, tem pessoas que a gente simplesmente não gosta, e não quer se dar bem com elas. Finito.]



E quando você convive com alguém que engloba os quatro tipos acima em um só?

O quê fazer, me diz???]

http://02neuronio.blog.uol.com.br/

Foto: Dois notórios insuportáveis, entre tantos outros. Fonte: Google Images


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