22 de out. de 2009

41

Eu pretendia escrever algo sobre isso no ano passado (!?), mas os acontecimentos foram se atropelando, os dias passando e chegou uma hora em que não fazia mais sentido resmungar divagar sobre isso. Enfim.

Na verdade, a minha idéia inicial era quase um muro de lamentações, traçando um paralelo entre os 40 anos da revista Veja, do Jornal Nacional, da Mafalda (personagem do Quino), e outras tantas coisas que rolaram nas últimas quatro décadas, com a minha vida.

O fato é que uma comparação dessa – de extrema irrelevância, convenhamos – não fazia (nem faz) o menor sentido. Pfff...

Vamos aos fatos:

Os dias, semanas, décadas passam e a gente vai em frente; fazendo, vendo, construindo, destruindo coisas, renovando-se a cada dia. Querendo, ou não.

Porque – acreditem – nenhum dia é igual ao anterior.

Se você está morrendo de tédio ou cada dia é excitante, se está preso em um emprego que detesta ou faz só o que gosta, se é obrigado a conviver com gente que não acrescenta nada (frequentemente, até subtrai) ou vive com família e amigos, se mora num lugar chato, feio e atrasado, ou naquela cidade que você ama..., não importa, nenhum dia é igual.

Basta ter olhos para isso.

Recentemente, ensinei aos filhos que a vida me deu (meus enteados), uma coisa simples, que aprendi ao longo dos anos: “Mudar é bom. Mudar, sempre é bom.”

E eu realmente acredito nisso.

Mesmo que as coisas pareçam perfeitas, chega uma hora em que devem mudar. Estagnação = morte.

E, embora todos nós caminhemos para ela, negamos esse fato. Um dia, ela vai chegar.

Então aproveite; tenha você quinze, dezenove, trinta e oito, ou cinqüenta e nove anos.

Não lamente aquilo que não fez; desfrute do que você faz, seja lá o que fôr. Mesmo.

Procure fazer coisas boas, ter pensamentos bons, todos os dias.

E aceite as coisas como elas são. Subir aquela escada não é mais tão fácil como era há dez anos atrás? Paciência. É a sua história de vida cobrando seu preço.

Pode ser agora, pode ser daqui a 10 anos; não faz diferença, um dia acontece.

E não há nada o que fazer, além de procurar enxergar as coisas que cada idade traz.

Segurança, maturidade, vivências, questionamentos...cada um tem sua bagagem. Valorize a sua.

Pode parecer piegas, mas eu sei do que estou falando.

Da minha parte?

Olha...30, foi melhor do que 20.

40 foi melhor do que 30.

E 41?...bom, 41 está aí, batendo na porta, trazendo um monte de novidades.

Me dêem licença, que eu vou lá atender. J


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