7 de ago. de 2008

Quinta-feira interminável.

Você sai da frente do computador um instante para tomar um gole de café.
A garrafa térmica da empresa está quase vazia.
Você desrosqueia a tampa, e vira - de um golpe só, milimetricamente calculado - o conteúdo da garrafa na sua xícara, que é muuuito pequena. É claro.
O quê acontece, então?
Você vira o último gole de café na mesa, e não na xícara. É claro.

Que bosta.

Melhor voltar ao trabalho.

2 comentários:

Anônimo disse...

Wháras!!!!
A quinta interminável, curiosamente, terminou. Acredita que a sexta também???
É porque parece que tem dias, aliás semanas (na realidade, considerando os últimos fatos), tem meses que tão durando anos mesmo, pode crê.
Mas deixestar. Dias melhores (e lugares e pessoas e situações, virão. Sim virão). Se não vierem vamos até eles !!!!!

Anônimo disse...

É...Estamos Re-Recomeçando.

As nossas vidas são marcadas de começos e recomeços. Como escreveu certo filósofo francês, ela (a vida) é uma sucessão de continuidades, descontinuidades e rupturas.
O recomeço, no entanto não é tarefa fácil, pois no primeiro momento implica em admitir começar do zero novamente, ou seja, reconhecer que a caminhada trilhada até o momento presente deverá ser interrompida. Este ‘admitir’ não é como pronunciar simplesmente uma palavra. É uma cisão, um novo começo.Em alguns casos a decisão mais acertada a fazer é exatamente recomeçar, embora alguns caminhos não são possíveis percorrer duas vezes. Isto, se considerarmos a tese de Talles de Mileto, que diz não ser possível banhar-se no mesmo rio duas vezes. O mais provável é que ao recomeçar algo, estaremos iniciando uma nova ação, não a mesma ação do passado, mas outra ação.
O passado por sua vez tem o hábito de nos empurrar a repetir os erros, a isto, chamamos princípio da insanidade, ou seja, repetir o mesmo comportamento, esperando resultados diferentes. Por isso mudar é tão difícil, daí o fato de muitas pessoas desistirem de seus objetivos, pois, alcançar certos alvos, implica mudar comportamentos, mas quem tem disciplina suficiente para efetuar tal mudança.
A mudança, porém, é um processo, significa dizer que não é um movimento repentino, brutal ou automático. Toda mudança implica uma conscientização, um ponderamento, toda mudança implica em transformar a própria realidade. Como escreveu Rubem Alves, mudar é reformar a casa com agente dentro dela, tudo fica fora do lugar, o transtorno gerado com a poeira, o cheiro de tinta, as batidas de martelo, nos conduzem a recuar e permanecer com a comodidade do óbvio. Alves nos adverte com um, porém, àquele que ousar mudar; “aos poucos o que era transtorno vai ganhando contorno de lar, e o que se vê causa alívio e admiração”.

(Recanto das Letras)

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